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Sexta-feira, Julho 04, 2003

Mas e não é uma grata coincidência chegar, mais uma vez a um pedido da nossa Very Important Listener MARIA do Bazar de Miudezas, justo no dia do seu aniversário? Ahh! Eu estou feliz à beça de poder atendê-la nesta data tão especial e peço desde já que se algum bloOuvinte ainda não foi ao estabelecimento da Doutorinha pra lhe prestar as justas homenagens, que o faça logo depois de ouvir essa belíssima canção que ela pediu de Vinícius de Moraes, que pode parecer melancólica, mas fala de amor, e não tem nada mais positivo nesta vida do que o tal sentimento! A música tem autoria do genial Baden Powell e a letra é do "grande" poetinha. Mas a Maria fazia questão de uma versão especial! Uma gravação em que participam Vinícius, Toquinho e Maria Bethânia... Pois, como a gente não ousa contrariar uma blogOuvinte tão especial que gasta um horror de interurbano para se conectar e ainda assim está sempre presente...! Aí está, Mariazinha! O presente da Radio Blog, que chega certinho no SEU DIA, prá te fazer feliz!!! Esperamos que todos curtam! :o)



APELO
de Baden Powell e Vinícius de Moraes

Ah meu amor não vás embora vê a vida como chora
Vê que triste esta canção
Não eu te peço não te ausentes
pois a dor que agora sentes
não se esquece no perdão...

Ah, minha amada me perdoa
pois embora ainda te doa
A tristeza que causei
eu te suplico não destruas
tantas coisas que são tuas
por um mal que já paguei

Ah minha amada se soubesses a tristeza
Que há nas preces que a chorar te faço eu
Se tu soubesses o momento, todo arrependimento
Como tudo entristeceu
Se tu soubesses como é triste eu saber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus
Ah meu amor tu voltarias e de novo cairias
A chorar nos braços meus

[De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.]

(Soneto da Separação- V. Moraes)



Maria,CLIQUE AQUI depois de ouvir a SUA música!

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Terça-feira, Julho 01, 2003

Desta vez, antes de tudo eu queria agradecer especialmente à blogOuvinte da vez, Deh, que pediu uma música do Evanescence, um grupo que eu confesso, só conhecia de nome, e que acabei indo ao encontro, em vários blogs e sites de fãs, através dos quais, além de me inteirar do tipo de som da banda, conheci um pouquinho da história (que é bem recente) e descobri o sucesso que eles vem fazendo pelo mundo afora, inclusive na Europa.

Então vamos elucidar, pra quem, como eu não conhecia o conjunto, que eles são americanos. O quarteto é original de Little Rock, no Arkansas, uma cidadezinha que já foi tema de Hollywood no filme "Os Homens Preferem as Loiras", quando Marilyn Monroe e Jane Russell cantavam: "somos apenas duas garotas do interior, vindas de Little Rock..." - e por aí ia o filme, que falava que as loiras fazem mais sucesso com os homens do que as morenas e ruivas, por mais burrinhas (e no caso de Marilyn, totalmente míopes) que elas sejam... Deixando a máxima e o filme, que são apenas referências, ainda sobre a banda, temos Amy Lee nos vocais, Jonhn LeCompt e Ben Moody, nas guitarras e Rocky Gray, na bateria. Moody é o author de todas as canções do CD de estréia que já é duplo disco de platina. A idéia da banda surgiu quando ele encontrou Amy cantando uma música do Meat Loaf ao piano num acampamento de jovens, onde a música rolava solta. Era final dos anos 90. Lee é co-autora de algumas e dá um toque todo pessoal ao grupo que odeia rótulos porque passeia pelo dark rock, pela new age, heavy metal e de repente, tudo isso misturado pra compor um som muito pessoal. Eles confessam que as influências mais fortes vêm de Bjork, Danny Elfman and Tori Amos. Realmente dá pra pinçar um quê do jeitinho da islandesa Bjork na interpretação de Amy. Quem quiser conhecer o disco todo, com direito a demos inclusive em vídeo vale a pena visitar esta página pra se antenar no som. Se ficar fissurado a ponto de querer compartilhar a banda com e-cards o endereço certo é este aqui . Queria agradecer ao nosso parceiro e amigo Sr. Encrenca pela midi de My Immortal cedida gentilmente à nossa rádio, para o prazer musical de Deh e quem mais vier...



MY IMMORTAL
de Ben Moody e Amy Lee

my immortal
i'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along


Os quatro integrantes da banda estão na faixa dos 20 a 25 anos e fazem um sucesso meteórico parecido com o que Mamonas Assassinas (lembra?) fez no Brasil. Consciente da empatia desenfreada dos adolescentes norte-americanos com a banda e seu estilo, Amy, do alto dos seus 20 anos, diz que apesar de suas letras introspectivas, explorando esse lado dark dos sentimentos, a atitude da banda é positiva: "A questão abordada em todo este álbum ("Fallen") é fazer com que as pessoas saibam que elas não estão sozinhas tendo que lidar com os as suas dores e fracassos. Faz parte da vida, de sermos humanos. Todos nós passamos por isso e portanto, no fundo, ninguém está só"- analisa Amy. Moddy completa: " Somos muito sinceros no que fazemos.Hoje em dia já temos bandas-teen pré-embaladas pra fazer sucesso em número suficiente. O "enlatado" não é a nossa cara. Não viemos para vender esta ou aquela visão do mundo. Nós escrevemos coisas que vem do fundo dos nossos corações".



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